Está chovendo aqui, desde madrugada. Desde ontem. Os raios caem e rasgam os céus, os relâmpagos clareiam a noite e os trovões assustam as crianças mais leigas... Mas sabe o que acontece comigo? Eu me molho na varanda enquanto me apoio na madeira que estala quando a água bate. O verniz vai embora conforme as gotas de água gelada vão caindo e escorrendo pelo piso.
O cabelo, apesar de ligeiramente pequeno e desfiado, vai esvoaçando conforme o vento rápido e gélido chega e o corpo vai ficando gelado e mais gelado e os olhos ficam fechados e...
Não me sinto mais muito bem... Preciso de um antitérmico, as suas mãos... Preciso de um analgésico mas nem o paracetamol irá ajudar. Seus lábios... Seu corpo... Minhas mãos nas suas costas brancas e com os poucos pêlos que possui, arrepiados...
Ou tudo isso aconteceu ou eu não sei como acordei ligeiramente molhado e gelado na minha cama, com o cabelo também ligeiramente molhado. A água não estava salgada... Será que não foi o suor mesmo?
Será que os sonhos que eu agora não consigo muito bem descrever fizeram isso tudo ou será que eles que me fizeram levantar, abrir a varanda e seguir para aquela chuva e para o além onde só consigo imaginar você?
Aliais... Estou indo denovo experimentar de uma sensação ao mesmo tempo estranha e gelada de tempestade que me faz pensar melhor sobre tudo e que as vezes me conforta... Até logo mais...
Minha e somente minha ruiva... P.
[...] E...
A... mor...